Nas nossas atividades profissionais e particulares  precisamos necessariamente de fazer planos.
Um plano depois de formulado liberta-nos do stress de ter muitas ideias a girar na cabeça e não nos decidirmos pelo que fazer.

Um bom plano deve conter cinco pontos:
  1. Abandono
  2. Concentração
  3. Inovação
  4. Arriscar
  5. Análise
Abandono: devemos ou não abandonar o que não funciona nem tem utilidade. Ou pode haver remédio para corrigir a situação?

Concentração: o contrário da dispersão. Um pequeno conjunto de boas escolhas produz muito mais efeito do que ter dezenas de escolhas. De acordo com a Lei de Pareto: "20% das atividades são responsáveis por 80% dos resultados".

Inovação: O que tem funcionado até hoje pode em breve deixar de funcionar. Descobrir o que pode ser alterado ou melhorado.

Arriscar: toda a decisão tem riscos. Pode não conduzir aos resultados esperados. As circunstâncias podem alterar-se drasticamente. Tomada a decisão de forma ponderada deve passar-se à ação. Sem ação nada acontecerá e o falhanço é certo.

Análise: Planear exige que se conheça os assuntos. é preciso recolher informação e analisá-la. Decida quando estiver a ver claro.

Nos últimos dois terços da minha carreira profissional tinha de tomar dezenas de decisões por dia. Muitas triviais; muitas que exigiram longa análise, muitas discussões e ponderação de cenários.

Mesmo hoje na atividade de tradução técnica e jurídica cada vez mais competitiva é grande o número de decisões a tomar. Por exemplo, devemos concentrar-nos apenas na tradução escrita ou fazer todas as atividades afins? prós e contras de cada opção? Devemos concentra-nos nas línguas principais ou ter um leque alargado de ofertas? Traduzimos apenas português, espanhol, francês, inglês, alemão, italiano, holandês ou vamos incluir as línguas nórdicas, o russo, o checo, o polaco, o chinês, o japonês, etc.? Se optarmos por mais línguas como vamos preparar-nos para cada uma delas?

Autor: Fernando Heleno - M21 Global - Traduções Técnicas M21 Global